sábado, 28 de fevereiro de 2015

Os Testes

Os testes são fichinhas ou trabalhos que requerem que eu esteja atenta ao que faço. Pedem-me para responder a umas perguntas numa folha A4 cheia de linhas e eu tenho de responder apenas e só À pergunta. Ok, parece fácil... mas ninguém imagina que na 3º palavra da pergunta a minha cabeça já voa com a mosca que teima em chamar-me na janela. Tenho de responder, digo a mim própria. Pego na caneta e as palavras começam a surgir na minha cabeça, como se fosse um explosão de ideias. A meio da frase, já as fadas, unicórnios e toda uma outra história já se apoderaram da minha mente e da resposta à pergunta.
A letra já é uma amalgama de bolas e riscos, que depois tento apagar...
Ok, volto a pensar na resposta. Letra bonita, pego na caneta como deve de ser... mas qual era a pergunta mesmo? Ah, ja sei, pego na caneta, letra bonita e cai a borracha ao chão. Responde M... responde... volto a pegar na caneta, leio o texto, penso na resposta... ah, não apanhei a borracha. Volta ao principio, leio o texto, respondo à pergunta, pego na caneta, sento-me direita na carteira, letra bonita..... Começo a escrever, mas não é bem isso que quero escrever. Apago. Cai a afia, levanto-me e apanho a afia, sento-me... sim direitinha na carteira, pego na caneta, o que tenho de fazer mesmo?  Ja nem sequer penso porque é que estou sempre a deixar cair as coisas....
Bolas, e a mosca que me continua a chamar?



quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

O diagnostico Parte 1

A M. foi diagnosticada com 4 anos.
Na altura, tinha um nome, mas não tinha um referente. Não sabia o que era, o que queria dizer... valorizei muito mais a laterarlidade do que a dispraxia.
Na verdade, só na iniciação escolar é que percebi o quanto eu estava longe do que se passava com a M. Não sabia o que era, o que queria dizer....
Agora com 8 anos, eu sei mais um pouco... mas ainda sem grandes certezas, ando às apalpadelas, num jogo de tentativa-erro que às vezes, só às vezes, consigo ganhar.
Este blog é para me ajudar a não esquecer o caminho que foi percorrido....
Partilhar, trocar informações, dicas, sugestões, experiências é fundamental para quem se sente às escuras para ajudar a pessoa que mais ama... o seu filho!

O Blog

Como mães, estamos preparadas para tudo... O que na verdade, quer dizer que não estamos preparadas para nada.
E porque não adianta prepararmo-nos para o "impreparável", cada dia junto dos nossos filhos torna-se uma maravilhosa viagem, sem cinto de segurança, com os melhores companheiros de Viagem.
Como mães e pais, queremos que os nossos filhos sejam felizes, bons seres humanos, mas também queremos que conquistem o MUNDO.... o seu mundo.
Esta é a luta de uma mãe que quer isto tudo e mais ainda.... que a minha filha não fique aquém do que pode e quer ser...
A dispraxia não a define, nem é maior do que ela.
É só isto...não é pedir muito, pois não?